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“Chefe Carrasco ou Funcionário Vítima!?”
Chefe carrasco ou funcionário vítima?

“Chefe Carrasco ou Funcionário Vítima!?”

No começo da minha carreira em RH, eu estava cheia de energia para encarar qualquer desafio. Dedicava-me ao máximo para aprender, e sempre estava disponível para atender qualquer nova demanda. Eu era estagiária e todas as oportunidades poderiam gerar novos aprendizados, o que era muito importante para mim naquele momento.

Em pouco tempo, minha dedicação foi reconhecida e fui efetivada como Analista de RH. Junto com a promoção chegou à área uma nova Gerente, D. Adalberta, uma senhora muito simpática e experiente, na nossa primeira conversa ela me disse que me ensinaria tudo o que sabia! E foi exatamente o que ela fez, em pouco tempo eu estava envolvida em todos os temas da área. As demandas cresciam e eu absorvia todos os dias mais e mais
responsabilidades e novos conhecimentos!

Não quero que me entenda mal, eu estava muito grata a D. Adalberta por tudo que ela estava fazendo por mim e pela minha carreira, mas eu estava realmente esgotada! Eu trabalhava 12 horas por dia e aos finais de semana, viajava constantemente, além do fato de quase todos os dias levar trabalho para casa. Éramos somente nós duas no RH, por isso a minha rotina era super atribulada! Foi então que resolvi pedir ajuda e ela me respondeu com muita doçura: “Minha querida, se você quer se tornar uma boa profissional em RH precisa aprender de tudo e para isso tem que se dedicar ainda mais”.

Então eu passei a trabalhar mais horas ainda por dia. A D. Adalberta cumpria rigorosamente seu horário e ainda chamava minha atenção por não conseguir realizar todas as minhas atividades no meu horário de trabalho, dizia: “Você ainda está aprendendo, logo será mais ágil”.

 

 

“Depois de alguns anos vivendo essa jornada, decidi que já tinha
aprendido o suficiente naquela empresa e parti para um novo desafio”.

O novo desafio era em uma pequena filial de uma grande empresa nacional, respondendo diretamente ao diretor dessa filial. Não trabalharia menos do que na empresa anterior, mas todo o reconhecimento do trabalho desenvolvido seria meu.

No primeiro dia, cheguei à nova empresa motivada e disposta a entregar o meu melhor, por volta das 9h da manhã o Sr. Rafael, meu novo chefe, me chamou e disse que eu teria que apresentar às 10h daquele mesmo dia, a todos os executivos, um projeto de RH que estava sendo desenvolvido pela matriz. Pois é, foi baita desafio, aquele era apenas o meu PRIMEIRO dia naquela empresa!

Fiquei apavorada, mas precisava encarrar o desafio! Liguei na matriz, pedi para conversar com o responsável do RH, que eu ainda não conhecia, e ele gentilmente me mandou uma apresentação pronta e me explicou todos os detalhes do projeto. Fiz a apresentação e quando acabou o Sr. Rafael sem emitir nenhuma expressão, me disse: “Por ser seu primeiro dia está bom!”.

Percebi que a relação com ele não seria nada fácil, ele pouco falava
comigo, mas quando falava era para pedir algo urgente, sempre duro e objetivo
nas conversas. Quando havia algum problema e precisava aciona-lo ele me dizia: “Você é a responsável, resolva”.

Entendi que teria que caminhar sozinha, então passei a me comunicar mais com os gerentes das áreas e com o RH da matriz, e dessa forma fui expandindo minhas ações no RH por conta própria.

Passados 8 meses, fui convidada para participar de uma processo seletivo interno para uma vaga no RH da matriz, e imagina minha surpresa quando fui informada de que o Sr. Rafael falava muito bem de mim e do meu trabalho, e o próprio havia me indicado para aquela posição.

Fui aprovada no processo seletivo interno e promovida para trabalhar na matriz da empresa!

 

Mas, por que estou te contando tudo isso?

Nas duas experiências, eu ouvia muitas reclamações dos meus chefes. Em muitos momentos, os culpei pela falta de apoio, pela falta de empatia, pela indiferença com meu trabalho e dedicação. Em muitos momentos me senti como a vítima do chefe carrasco!

Na primeira história, D. Adalberta me enxia de trabalho, se ausentando das suas responsabilidades com a desculpa de estar me desenvolvendo, ignorando meus pedidos de ajuda e meu esgotamento físico, mental e emocional.

Na segunda história, eu tinha um chefe ausente, que não dava direção sobre suas
expectativas com relação à minha atuação, não me dava feedback, e eu tive que seguir sozinha na direção que considerava ser a melhor para a companhia.

O fato é que ambos me colocaram em uma zona de desconforto que fizeram com que eu me movimentasse em direção a algo diferente, me arriscasse a viver algo novo que
me tirasse daquela situação desconfortável. Na primeira experiência optei por
procurar uma nova oportunidade e na segunda optei por expandir meus contatos
com outras áreas em busca de uma direção, tomando minhas próprias decisões e
arriscando.

Às vezes me pergunto se eles tivessem agido de outra forma, onde eu estaria hoje? Talvez como analista da D. Adalberta ou ainda trabalhando na pequena filial com o Sr. Rafael?

Não sei!

O que quero dizer é que não importa o quão carrasco seu chefe seja, viver no papel de
vítima, reclamando e lamentando a situação não o levará a lugar algum! Assuma o controle da sua carreira, extraia o melhor da situação e siga convicto no seu objetivo.

E se precisar, conte com o apoio da Eu empregadíssimo!

Boa sorte!

 

Fernanda Gomes – Co-fundadora da Eu Empregadíssimo!

 

Veja outros causos da Fernanda:

“Estagiária aos 27 anos?”

“Ela se antecipou às minhas dúvidas e foi preparada para provar que era a candidata certa!”

“Ela era a candidata perfeita até responder a última pergunta da entrevista”.